Tentando outra vez: o 2º protótipo
- Rodrigo Estevam (Lombra)

- 15 de jun. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jun. de 2019
Como citado nos posts anteriores, foi um hiato de 4 anos para que eu retomar o projeto Ilha Bela. Gosto de trazer aqui nos textos um pouco da minha história, pra contextualizar o momento inicial (a criação do jogo) e o atual (o retorno ao seu desenvolvimento).
Toco bateria desde os meus 9 anos. Profissionalmente há mais de 5. É aquele tipo de coisa que eu acho que cada um tem dentro de si pra se equilibrar, se acalmar, extravazar, alimentar a alma. Seja um dom ou o que for. Mas no início deste ano resolvi dar um tempo com a música. Senti que deu uma saturada, por vários fatores (vida noturna, relacionamento com outros músicos, baixa retorno financeiro). Então novamente veio o ócio, trazendo de volta a minha vontade de fazer um jogo de tabuleiro. Ocupar o tempo e a mente.
E como é interessante materializar o que está na nossa cabeça. Colocar a mão na massa e sentir o contentamento em ver o tabuleiro, cartas e tiles tomando forma. Mas esse processo não foi muito rápido. Fiquei maturando as idéias e pensando no que estava faltando no jogo. Ainda não consegui deixa-lo realmente interessante, incrível. Falta algo ainda, não sei bem o que, mas falta. Mas acho que estou no caminho certo.

Na primeira versão do jogo, em 2015, o único foco do jogo era a pesca. Era monótono. Os barcos (jogadores) saiam do cais para pescaria marítima e voltavam para vender os peixes. Não havia um outro caminho para a vitória. Havia um único estimulo para sair desse ciclo. Já existia uma mecânica que permanece no jogo (com pequenas alterações), a do observador do mar ou navegador, ou climatologista (nunca soube com qual nome batizar de fato). Pensei em uma ilha com um mirante, para onde os jogadores poderiam leva-lo. E assim, ao desembarca-lo, teriam o direito de ver uma das duas cartas de correnteza ou a de onda dos decks fechados (hoje as 3 cartas estão unificadas em uma única) para planejarem seus turnos, antes de serem reveladas para todos e executadas. E foi a partir disso que a segunda versão foi incrementada. Por que não adicionar um motivo maior para os jogadores navegarem até a ilha? Aí a idéia de uma travessia marítima surgiu de fato, e as ondas ganharam maior sentido no jogo. O resultado foi a adição do transporte de passageiros cais-ilha-cais, um pick-up and deliver ao pé da letra (acho que o pescar e vender também se enquadra na mecânica).
Mas houve outras melhorias para o 2º protótipo, e acho que até mais interessantes. As trilhas de Disposição (hoje Iniciativa), Resistência dos Cascos dos barcos e de Reputação, que trouxeram maior profundidade ao jogo. Farei outro post só sobre elas, explicando o funcionamento de cada uma.
Até lá.



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